22 janeiro 2019

Veja como funciona a plataforma digital Climate Fieldview

A primeira ferramenta do agronegócio a ser negociada por mais de US$ 1 bilhão é agora uma importante aliada na agricultura de precisão e análise de dados de uma fazenda

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Uma ferramenta completa e que ajuda o produtor rural a aumentar a produtividade e tomar decisões. Esse sempre foi o sonho de ex-funcionários do Google que criaram, em 2017, o Climate, uma ferramenta que, em um primeiro momento, foi criada para analisar algoritmos para melhorar a previsibilidade do tempo.

De acordo com líder do Climate da Bayer para a América do Sul, Mateus Barros, a ferramenta nasceu no Vale do Silício, foi lançada nos Estados Unidos e teve vida própria até o ano de 2013, quando foi adquirida pela Bayer no que ficou conhecido com o primeiro unicórnio da agricultura mundial.

Essa foi a primeira negociação agtech que atingiu o valor de US$ 1 bilhão. De lá pra cá, houve uma maturação das ideias iniciais dos fundadores e, deste projeto, nasceu o Fieldview, uma plataforma de tecnologia avançada que ajuda o produtor da preparação do plantio até a colheita.

“Nós estamos investindo em praticamente todas as tecnologias digitais da agricultura, entre elas a inteligência artificial, big data, internet das coisas e robótica para ajudar o produtor a tomar as decisões baseadas em dados”, falou Barros.

O Climate Fieldview é a união de um hardware, chamado Fieldview Driver, com softwares representados por aplicativos. O dispositivo, que é compatível com mais de 200 tipos de máquinas se conecta ao equipamento e não precisa de internet no campo para funcionar.

“Ele coleta informações de semeadoras, colhedoras e pulverizadoras e vai mandar via Bluetooth todas as informações para um iPad. Dentro desse tablet, ocorre a camada de processamento de dados.”

A medida que agricultor está colhendo, ele vai vendo o progresso na tela em tempo real. Depois que ele finaliza essa operação, se tiver 4G ou wi-fi no campo, essa informação do iPad vai para nuvem de dados, sem que ele faça nada.

Caso não tenha internet no campo, é possível fazer a transmissão posteriormente, em um local que tenha conexão. Nós desenvolvemos também outras soluções que ajudam nesse processo. Uma delas é o Fieldview Sync, desenvolvida no Brasil, onde a gente conversa o celular com o tablet em um ambiente sem internet. Quando vou para a cidade, não preciso fazer mais nada que a informação estará sincronizada”, complementou Mateus Barros.

Com acesso direto na cabine do trator, o operador terá acesso a três grandes benefícios: o primeiro é que todos os dados estão na mesma plataforma, como plantio, pulverização, colheita, fertilidade do solo e imagens de satélite.

O segundo benefício é fazer a gestão operacional das máquinas, identificando falhas e comparar performance de operadores. Por último, é possível desvendar a produtividade, minuciosamente em cada metro quadrado. Isso proporciona uma possibilidade de tomada de decisão melhor, sempre de maneira intuitiva e na palma da mão do produtor.

O produtor de soja Joel André Pez adotou o Fieldview na última safra e, atualmente, são mais de seis mil hectares mapeados pela ferramenta. “Quando vimos a ferramenta, percebemos que seria extremamente interessante para nos mostrar a qualidade do plantio que estamos efetuando. Como ainda não temos internet na lavoura, ao final do dia, quando descarregamos essas informações no plantio, conseguimos ver onde há falhas e corrigir”, comentou.

A expectativa é de que, após a colheita, seja possível criar um mapa de fertilidade, plantabilidade e resultado em casa metro quadrado da propriedade. “Faremos uma avaliação para entender porque áreas com a mesma tecnologia produzem quantidades diferentes.”

O grande desafio de Joel agora é treinar as pessoas que trabalham na fazenda para que consigam interpretar esses dados. “Sabemos que os custos das lavouras estão cada vez mais caros e temos que ter um maior aproveitamento da área”, disse o produtor que pretende elevar a produtividade de 70 sacas por hectare para 100 sacas.

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