11 novembro 2019

Rede AgroUp “conecta” Vitória da Conquista à inovação

Hackathon trouxe protótipos de soluções como “chat robô”, monitoramento de pastagens e check list virtual para a pecuária de corte

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agroup vitoria da conquista

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Vitória da Conquista (BA) está conectada ao universo da inovação no agro. No último final de semana, a Rede AgroUp reuniu cerca de 50 jovens a fim de encontrar alternativas para a cadeia de pecuária de corte e entregou nove modelos de soluções.

Mar.ia venceu a disputa com “chat robô” apoiado em inteligência artificial para responder perguntas de produtores de maneira ágil e simples

O evento ocorreu durante a E-Agro, primeira feira de inovação e tecnologia agropecuárias na região, que também contou com exposições, palestras e demonstrações de dezenas de produtos e serviços aos visitantes.

A E-Agro e o Hackathon AgroUp escolheram “Conquista” por alguns motivos. Com cerca de 340 mil habitantes, a cidade é uma espécie de “capital” de uma região que abrange 80 municípios baianos e quase duas dezenas do norte de Minas Gerais.

A economia local é variada e tem importante presença do agro (leite, corte, café e outras), além de mão de obra capacitada em diversas faculdades e centros universitários na própria cidade.

Matheus Ferreira, coordenador de Inovação do Senar, palestrou no evento e detalhou os passos do programa, que já conta com iniciativas em cinco estados em diferentes regiões do País.

“Temos a maior rede de extensão com mais de 3 mil técnicos, o que nos permite identificar os problemas reais, apoiar o desenvolvimento de soluções, validá-las e levar até o produtor”, resumiu.

O circuito AgroUp é realizado pela Rede Nacional de Inovação para o Agronegócios do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) que visa conectar diversos atores e contribuir ativamente com a transformação tecnológica no campo. O AgEvolution e o Canal Rural são parceiros da iniciativa.

Hackathon

O Hackathon AgroUp apresentou três desafios da pecuária de corte aos participantes, que trabalharam por 52 horas ininterruptamente até chegar a protótipos de soluções. Os temas foram eficiência da mão de obra, custo de produção e gerenciamento.

Para ter sucesso, os nove grupos vivenciaram a metodologia de um hackathon, que consiste em identificar e validar problemas relevantes, ter ideias e valida-las, desenvolver modelos de negócio e, finalmente, apresentar aos jurados nos chamados pitchs (tipo específico de apresentação, na linguagem da inovação).

As soluções deveriam de agradar jurados especializados para conquistar os prêmios de R$ 3 mil para o vencedor, R$ 1,5 mil para o segundo lugar e R$ 500 para o terceiro colocado.

O vencedor foi o aplicativo Mar.ia, um “chat robô”, com uso de inteligência artificial, capaz de consultar bancos de dados e responder às perguntas de produtores e colaboradores sobre a produção pelo celular de maneira ágil e simples.

O segundo lugar ficou com o sensor de avaliação de pastagens batizado “Senpa”, que com utilização de uma estrutura simples de luzes especiais pode avaliar a qualidade dos pastos com precisão.

Já o terceiro colocado foi o “Telepeão”, que é um check list virtual das atividades na fazenda com comprovação por fotos e vídeo para acompanhamento em tempo real do cumprimento das tarefas de manejo do gado.

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