11 dezembro 2019

Monitoramento por satélite barateia crédito rural

TerraMagna usa IA e Big Data para mitigar riscos de financiamentos com acompanhamento das lavouras em tempo real

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Foto: assessoria TerraMagna

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A TerraMagna utiliza satélites, Big Data e Inteligência Artificial para tornar o crédito agrícola mais barato para o produtor e mais seguro para investidores do agronegócio.

Criada por jovens empreendedores brasileiros, a agtech brasileira inova por meio de monitoramento de penhor agrícola, por meio dos satélites SAR, que são capazes de realizar leituras das áreas de lavoura mesmo em dias nublados.

O sistema também tem uma infraestrutura computacional em nuvem, com os recursos de Inteligência Artificial e Big Data, para processar terabytes de imagens de satélite todos os dias.

“Monitoramos mais de 10 mil fazendas semanalmente, que correspondem a mais de 5 bilhões em penhor agrícola. Queremos estimular um volume cada vez maior de negócios no mercado agro a partir de nossa solução, que mitiga riscos na atividade agrícola”, afirma João Paulo Torres, fundador e CEO da TerraMagna.

O monitoramento do penhor agrícola é comumente feito com visitas esporádicas ao agricultor e à plantação, o que causa desconforto, imprecisões e baixa eficiência. De forma remota, não há essa sensação, além de ser muito mais eficiente e verdadeiro, já que possibilita acompanhamento da área total.

“O agronegócio é um dos setores mais importantes para o país, muitos profissionais atuam no campo e para o campo. Na contramão, é um setor jovem quando nos referimos ao uso de tecnologia”, avalia Bernardo Fabiani, cofundador e CTO da TerraMagna.

Solução e mercado

O Brasil tem hoje quase 65 milhões de hectares utilizados como lavouras ou 7,6% do território brasileiro, de acordo com um levantamento Nasa. Em um cenário de aumento da inadimplência dos financiamentos no agronegócio, o monitoramento da TerraMagna pode favorecer toda a cadeia agrícola.

Por meio de um sistema próprio de processamento de dados de satélite, a startup realiza o monitoramento de lavouras empenhadas como colateral agrícola em financiamentos.

Para isso, recebe o descritivo das operações de crédito e a matrícula das áreas fornecidas como garantia para, por meio de monitoramento contínuo, evitar fraudes como ausência de plantio ou desvio do grão.

Dessa forma, caso haja dificuldade de pagamento, o credor executa o colateral levando a colheita à venda. Ativos de crédito são mais seguros quando têm colaterais financeiros e, assim, também, tornam-se mais baratos para os produtores.

“Garantindo a existência da lavoura empenhada, os financiadores têm certeza de que receberão ao final da safra. O impacto disso para a economia é muito positivo, já que o agricultor pode ter acesso a um financiamento maior e com menores taxas, já que há mais confiança por parte das revendedoras e tradings”, finaliza Fabiani. (com informações de NR 7 Comunicação)

AUTOR:

Daniel Azevedo Duarte

Daniel Azevedo Duarte é editor-chefe do AgEvolution do Canal Rural, Mestre em Jornalismo (UCM/USP), MBA em Agro (FGV) e entusiasta da inovação no agro. Também é professor em Comunicação no Agro na PUC de Campinas e correspondente de publicações internacionais sobre o setor.

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