12 novembro 2019

Japoneses de olho nas agtechs brasileiras

Consulado japonês promove 1º Grande Encontro de Inovação Brasil-Japão em São Paulo, no próxima segunda-feira, dia 18

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As agtechs brasileiras são o principal alvo para investimentos de 22% das empresas japonesas com presença no Brasil, segundo relatório da Jetro (Japan External Trade Organization). Este será um dos focos do 1º Grande Encontro de Inovação Brasil-Japão que será realizado em São Paulo, no próximo dia 18.

Outro boa notícia é que 26% das empresas japonesas querem inovar a partir dos novos modelos de negócios e 17% delas planejam investir, adquirir empresas ou mesmo atuar no co-desenvolvimento de produtos com startups.

De acordo com o Banco Central (BC), o Japão ocupa a 9ª posição no ranking de países investidores no Brasil, principalmente nos segmentos de fabricação e montagem de veículos, reboques e carrocerias, artigos de borracha e plástico, além de produtos alimentícios e bebidas.

Mas os investimentos podem sofrer um incremento em breve. As companhias nipônicas que já atuam por aqui estão de olho nas boas oportunidades junto as empresas inovadoras. As agtechs lideram com 22%, tecnologia da informação tem 13%, fintechs e logística somam 9% cada.

Os dados integram um relatório da Jetro, que é uma organização oficial de comércio exterior e investimentos do Japão, em parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil e 22 companhias que atuam no país.

“Há interesse das companhias do Japão em ampliar os negócios a partir das subsidiárias que conhecem bem o mercado local, mas outras nações têm recebido prioritariamente os investimentos, embora reconheçam a importância brasileira”, argumenta Atsushi Okubo, diretor-presidente da Jetro no Brasil.

De acordo com ele, outros mercados acabam por receber investimentos japoneses pelo desconhecimento, muitas vezes, do potencial brasileiro de inovação.

“Para obter mais apoio, 40% das companhias que compõem o grupo de estudos afirmam que é preciso a matriz enviar seus principais executivos para desbravarem o Brasil. Os dois países são grandes parceiros comerciais, mas as relações nessa área de inovação são tímidas “, afirma Okubo.

Para Atsushi, o objetivo do encontro é diminuir essa lacuna pois há um grande potencial para o incremento de novos negócios. Por isso, a visita ao ecossistema brasileiro terá foco na construção de um networking, participação em programas de aceleradoras privadas e mesmo de inovação aberta por agências governamentais.

Encontro

O Primeiro Grande Encontro de Inovação Aberta Brasil-Japão reunirá grandes empresas japonesas atuantes na América Latina e tem o objetivo de fomentar o diálogo sobre inovação com as corporações, startups brasileiras e seus ecossistemas.

Na programação, painéis de “Como e porque inovar no Brasil”, com apresentações de André Maciel (Softbank Latin America), Mitsuru Nakayama (CEO da Brazil Venture Capital) e Francisco Jardim (CEO da SP Ventures), e discussões com grupos de empresas japonesas (Sompo Seguros, Mitsui & Co. Brasil e Yamaha Motor do Brasil) e brasileiras, respectivamente, moderadas pela KPMG e Plug and Play Brazil.

Haverá ainda o relato de cases da Ambev (Bruno Stefani), Truckpad (Carlos Mira), Checklist Fácil (Maurício Fragoso), Everis NTT Data (Roberto Celestino Pereira) e Caixa (Luis Felipe Bismarchi), além da participação da Associação Brasileira de Startups (Amure Pinho).

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