04 novembro 2019

Indigo promete remunerar “agricultura regenerativa” nos EUA

No Brasil desde 2018, startup lançou a Indigo Acre para gerar recomendações agronômicas e recompensar fixação de carbono.

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A Indigo Agriculture lançou, semana passada, nos EUA, a plataforma Indigo Acres, que visa fomentar e remunerar a “agricultura regenerativa” entre produtores daquele país. O conceito inclui práticas que favoreçam a fixação de carbono, entre outras possibilidades.

A empresa comunicou estar focada em fornecer um portfólio de produtos e serviços que podem ajudar a melhorar a lucratividade do produtor, a sustentabilidade ambiental e a saúde do consumidor.

Assim, o Indigo Acres permitiria melhorar a rentabilidade dos agricultores estadunidenses por meio de uma nova fonte de receitas com a comercialização de créditos de carbono, por meio de preços premium para grãos cultivados de forma sustentável no Indigo Marketplace.

Segundo a startup, a “agricultura regenerativa” reduz a emissão de CO² e enriquece os solos agrícolas. Entre os exemplos destas práticas, estão o cultivo de cobertura, rotações de culturas, redução de insumos, plantio direto e integração com a pecuária.

O modelo prevê recomendações “data driven” dos agrônomos da Indigo para propriedade para facilitar a adoção das práticas regenerativas a fim de aumentar a quantidade de carbono fixado.

A partir daí, os produtores podem seriam pagos pelo Indigo Carbon, o que poderia representar até US$ 15 por crédito de carbono gerado em 2020 para os produtores inscritos ainda neste ano.

O Indigo Acres é oferecido em três níveis (clique aqui). Cada um deles oferece maior suporte agronômico e ferramentas associadas para ajudar os produtores a fazer a transição.

“Na Indigo, acreditamos que para enfrentar três dos maiores desafios da agricultura – lucratividade do produtor, sustentabilidade ambiental e saúde do consumidor – precisamos questionar todo o sistema”, disse David Perry, CEO da Indigo.

A startup chegou ao Brasil em abril de 2018 e, apesar de ser um “unicórnio” com valor de mercado acima dos US$ 3 bilhões, ter importantes parcerias e executivos de referência no mercado nacional, preferiu não não chamar muita atenção até hoje.

Segundo dados do setor, o Brasil tem o valor equivalente a 15 anos da produção industrial americana em carbono “fixado” em áreas de proteção ambiental.

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