27 junho 2019

Conheça a Forlidar, startup que está inovando o monitoramento agroflorestal

A empresa usa a tecnologia LiDAR, cujos sensores a laser permitem um escaneamento não invasivo de árvores

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forlidar agevolution

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Uma das startups residentes no hub AgTech Garage, em Piracicaba, a Forlidar usa um sistema de monitoramento a laser, tecnologia conhecida como LiDAR (da sigla em inglês para Light Detection And Ranging), para fazer inventário florestal. Usando um equipamento acoplado tanto a uma mochila, para o escaneamento terrestre, quanto a um drone ou um avião, em uma varredura aérea, eles conseguem calcular a altura de uma árvore e fazer quantificação de estoques volumétricos em plantios florestais. A grande vantagem dessa solução, no entanto, é sua natureza não destrutiva. Normalmente, é preciso seccionar ou derrubar uma árvore para a cubagem. Com o laser isso não é mais necessário.

Além disso, os próprios empreendedores descobriram, surpresos, que a solução pode ser facilmente adaptada para outras culturas e chamou a atenção de produtores depois que a Forlidar foi convidada a participar da Agrishow, em 2018, pela fabricante de maquinário John Deere. Usando a mesma tecnologia, eles podem oferecer um sensoriamento para a agricultura – e já pensam em outros setores, como a pecuária e o cultivo de cítricos. 

A Forlidar começou em 2017, como um spinoff de um grupo de estudos da tecnologia LiDAR aplicada no manejo florestal. Já no ano seguinte, começou os testes em campo. “Identificamos um grande gargalo nas empresas, já que o monitoramento florestal é feito praticamente da mesma maneira desde que surgiu”, diz Eimi Arikawa, diretora administrativa.

Todo o crescimento da startup foi obtido sem investimentos externos. Eimi conta que eles usaram bolsas de estudo e recursos próprios, uma prática conhecida como bootstrap, para manter a startup. Agora, eles acreditam que está na hora de abrir uma primeira rodada de captação, mas ainda não definiram uma data para que isso aconteça.

Além dos investimentos, a empresa atualmente trabalha para expandir seu portfolio. As próximas culturas que deve atender incluem mogno e pinus, além do eucalipto, já contemplado. Para a agricultura, a equipe ainda está validando algumas hipóteses. A pecuária, embora seja uma vertente bastante interessante para a Forlidar, de acordo com Eimi, ainda é um objetivo um pouco mais distante. “Ela exige um novo hardware, algo mais trabalhoso do que uma adaptação”, afirma ela.

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