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10 fevereiro 2020

Alunos da Esalq representam Brasil em desafio nos EUA

Grupo enfrentará estudantes chineses, norte-americanos e holandeses em maratona de 36 horas no Digital Agriculture Hackathon

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Cinco alunos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), participarão do Digital Agriculture Hackathon, a ser realizado entre 28 de fevereiro e 1º de março na Cornell University, nos Estados Unidos.

Com o tema The future of food is in our hands (O futuro dos alimentos está em nossas mãos), o desafio reunirá cerca de 150 estudantes, durante 36 horas, para que desenvolvam soluções tecnológicas para a agricultura. A premiação total chega a US$ 8 mil.

O evento será promovido no âmbito da A5 Alliance, um programa de colaboração acadêmico-científico que reúne, além da Esalq, a China Agricultural University, University of California – Davis, Cornell University e Wageningen University & Research.

O grupo é formado por Gustavo Crestana, que defendeu mestrado recentemente, Natasha dos Santos e Sergio de Castro, alunos de pós-graduação, Leticia de Sousa, estudante de Engenharia Agronômica, e Lucas Avancini, que cursa Administração.

Durante a permanência nos Estados Unidos, os estudantes brasileiros estarão acompanhados pelos docentes Luis Eduardo Aranha Camargo, que coordena na Esalq as ações da A5 Alliance, e Roberto Fritsche Neto, do departamento de Genética.

“Acredito que a Esalq está acompanhando as novas tendências de mercado com essa iniciativa de participar e nos enviar para a Cornell. Creio que assim poderemos aprender mais sobre o assunto. Afinal, são as carreiras do futuro nas quais atuaremos”, diz Letícia.

Experiência

Natasha, por exemplo, vai para fora do Brasil pela primeira vez. Lá, a estudante espera ter a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre sua área, de sensoriamento remoto aplicado a solos e uso da terra.

“É uma ferramenta e tanto quando se trata de agricultura digital e possui várias aplicações. Acredito que, quando se fala de uma agricultura moderna, o monitoramento é uma das chaves e, assim, os sensores têm ganhado um mercado cada vez maior”, avalia.

Já Letícia já esteve fora do País em 2019, quando participou, a partir de um edital da Esalq, de um summer school na Tsinghua University, em Pequim, na China. Nos EUA, ela pretende unir a realidade como atual estagiária de inovação em uma cooperativa de crédito ao desafio de incorporar novas tecnologias no campo.

“Creio que possa aprender muito, já que estarão presentes pessoas de diversos países, culturas e conhecimentos, como tecnologia da informação, comunicação e agronomia, entre outros”, revela.

hackathon também será a primeira experiência acadêmica internacional de Lucas. “Li muito sobre internet das coisas e me interessei bastante pelo tema. Será um grande desafio praticar o idioma inglês de forma completa, pensar e argumentar em outra língua. Creio que essa experiência será muito valiosa para minha formação”, diz.

Já Gustavo vivenciou um período de estudos fora do Brasil, ao conciliar estudos na Wageningen University, na Holanda. Para essa viagem, ele espera interagir, discutir e tentar gerar soluções para os problemas da agricultura moderna.

“Na Esalq, atuo com Biologia Molecular e um grande volume de dados provenientes do sequenciamento de DNA de microrganismos e de plantas. Espero poder aplicar esse conhecimento diante de uma demanda real envolvendo a agricultura digital”, afirma.

Durante o período de graduação, Sergio esteve no Canadá, por um ano e quatro meses, na University of Manitoba. O estudante se interessou em participar do edital por se identificar com tecnologias e também ter participação em outros eventos do tipo hackathon.

“Já participei do Vacathon, da Embrapa, quando ganhamos o primeiro lugar. Acredito que esse tipo de atividade contribua com o desenvolvimento do senso criativo, já que teremos contato com pessoas de outras áreas do conhecimento. É uma ótima oportunidade de sair da zona de conforto e aprender coisas novas”, finaliza.

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