10 dezembro 2019

AgroUp propõe inovações para soja e milho em Dourados

Design Sprint reuniu 45 participantes que trabalharam desafios como classificação, clima e gestão

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O projeto de inovação do CNA/Senar chegou a Mato Grosso do Sul em Dourados com o Design Sprint AgroUp, realizado no último final de semana, com foco em grãos. A escolha ocorreu a partir de uma triagem junto aos produtores, que apontaram desafios das fazendas de soja e milho como foco.

Design Sprint AgroUp reuniu 45 participantes, além de mentores, produtores e técnicos em Dourados

A cidade se transforma no ritmo do agronegócio desde sua fundação na década de 1940. O Portal do Mercosul, como é conhecida, é o centro de uma das principais regiões da agropecuária no estado e no País.

Na década de 1990, a pecuária era o destaque, hoje, os grãos criam oportunidades e aceleram a vocação da região para a inovação no setor.

Se de um lado as fazendas geram riqueza, por outro, Dourados é também um polo educacional e de pesquisa com universidades, a Embrapa Agropecuária Oeste, escolas técnicas e outras instituições de ensino.

“Dourados fica em uma região muito pujante na produção de grãos, além de contar com muitos jovens universitários, empresários e pesquisadores interessados pelo setor. Conseguimos reunir este público para encontrar as soluções inovadoras”, disse Rodrigo Scalabrini, coordenador do escritório do Senar em Mato Grosso do Sul.

No total, 45 participantes aceitaram a missão de responder aos cinco desafios elencados, que foram melhorar a amostragem de pragas, a previsão meteorológica e a gestão nas propriedades; além de aprimorar a comercialização e classificação dos grãos.

Competição

Os sete grupos formados tiveram 44 horas para cumprir as etapas de um Design Sprint, que são validar o problema, realizar a ideação, validar a solução, desenvolver um modelo de negócio e apresentar o resultado em um pitch. A diferença para um hackathon é que este também prevê um MVP (Mínimo Produto Viável), enquanto no Design Sprint basta o modelo de negócio.

Os resultados foram interessantes e elogiados pela banca de jurados, que contava com um representante de produtores e dois acadêmicos para definir os três grupos vencedores.

O primeiro lugar ficou com a Good Water, que projetou um medidor de Ph na água para eficiência na aplicação de defensivos, problema que gera milhões de prejuízo aos produtores todos os anos.

A TXC, que conquistou a prata, apresentou a ideia de um equipamento móvel para classificação de grãos, com uso de inteligência artificial a partir de imagem. Completando o pódio, a Forquilha desenhou um equipamento para identificação da disponibilidade da água no solo.

A Good Water recebeu uma premiação de R$ 700, uma viagem ao ecossistema de inovação de Piracicaba (SP) e um período de incubação. A TXC recebeu R$ 300 e um período de incubação, e a Forquilha, por sua vez, poderá desenvolver ainda mais seu projeto com apoio de uma incubação.

AUTOR:

Daniel Azevedo Duarte

Daniel Azevedo Duarte é editor-chefe do AgEvolution do Canal Rural, Mestre em Jornalismo (UCM/USP), MBA em Agro (FGV) e entusiasta da inovação no agro. Também é professor em Comunicação no Agro na PUC de Campinas e correspondente de publicações internacionais sobre o setor.

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