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05 fevereiro 2020

Agricultor faz poesia para celebrar chegada da internet à chácara

Conexão via satélite já permitiu mais contato com a família, divulgar a produção de LFV e receber pedidos da cidade de Guaraí (TO)

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conexão internet poesia

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O pequeno agricultor Agostinho Macêdo usou habilidade com as palavras para expressar alegria e admiração com as possibilidades da internet recém-chegada à sua propriedade, na pequena Guaraí, em Tocantins.

Apaixonado pela vida no campo, o produtor divide o tempo entre o plantio de frutas e legumes em sua chácara e a literatura, hábito adquirido ainda criança e que poderá desenvolver ainda mais com a conexão.

“Qualquer coisinha que eu escrevia minha professora do primário dava muito valor. Aquilo me motivou tanto que passei a escrever cada vez mais. Hoje sou um poeta e autor”, define-se Agostinho, que já publicou um livro.

Assim, a chegada da internet virou tema de seus versos. O agricultor descreveu a fascinação com essa tecnologia, que agora usa para falar com a família, divulgar a produção frutas, legumes e verduras e receber pedidos da cidade.

Segundo o Censo Agrícola do IBGE, menos de 30% das propriedades rurais no Brasil (1,4 milhão) têm acesso à internet, apesar do aumento de quase 1800% no número entre 2006 e 2017.

Via satélite

A internet chegou à chácara com sinal via satélite oferecido pela Hughes do Brasil com o sistema Júpiter, que possui cobertura em cerca de 5 mil municípios brasileiros,

A plataforma é a mais utilizada do mundo para este tipo de conexão e opera mais de 40 satélites por provedores para entregar serviço de banda larga, mobilidade e aplicações para celulares.

“A história do poeta Agostinho emocionou a todos nós e mostra que estamos no caminho certo para diminuir a barreira de falta de internet de qualidade para o morador da área rural no Brasil”, afirma Rafael Guimarães, presidente da empresa.

Conheça a poesia:

Bendita modernidade

Bendita modernidade

e a alta tecnologia.

Eu nunca pensei que um dia,

morando aqui no sertão,

falasse com meus parentes

em Castelo ou em Nascente,

ou em qualquer outro lugar

aonde se possa chegar

através da internet.

Uma antena da HughesNet

deixou o mundo pequeno.

Parece que estou vendo,

cinquenta anos depois que

o homem pisou na lua,

eu andando numa rua,

de São Paulo ou de Paris,

com aquele olhar feliz

de quem viu a construção,

do navio ao avião,

da bicicleta ao foguete.

Eu que ouvi rádio de pilha

e achava muito avançado

aquele móvel quadrado

que falava feito gente,

agora fico de frente

da tela de um celular,

escuto o bicho falar

e até vejo a imagem!

Mas isso ainda é bobagem,

o bicho até paga conta,

responde e faz pergunta.

Meu Deus, que felicidade.

Bendita modernidade

e alta tecnologia.

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