08 janeiro 2019

Afinal, o que é um investimento anjo?

Além de dar apoio financeiro, o investidor anjo precisa atuar como um mentor para quem está começando. Veja como funciona essa engrenagem

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Uma dos pilares mais importantes para o crescimento de uma startup pode ser o investimento anjo. Mas, afinal, o que é esse modelo de negócio tão falado e como ele funciona? É isso que vamos mostrar agora!

O investimento anjo é efetuado por pessoas físicas com seu capital próprio em empresas nascentes com alto potencial de crescimento, as chamadas startups. É efetuado por profissionais, empresários, executivos e profissionais liberais experientes, que agregam valor para o empreendedor com seus conhecimentos, experiência e rede de relacionamento, além dos recursos financeiros.

Esse investidor tem, normalmente, uma participação minoritária no negócio, não tem posição executiva na empresa, mas apoia o empreendedor atuando como um mentor e conselheiro.

O investidor anjo é normalmente um ex-empresário, empreendedor ou um executivo que já trilhou uma carreira de sucesso, com recursos suficientes para locar uma parte, normalmente entre 5% e 10% de seu patrimônio, para investir em novas empresas.

É importante observar que, diferentemente do que muitos imaginam, o investidor anjo normalmente não é detentor de grandes fortunas, pois esse tipo de negócio movimentaria um valor muito pequeno para tais empresários.

Também não é uma atividade filantrópica e sim um investimento em negócios com alto potencial de retorno que, consequentemente, terão impacto positivo na sociedade, com geração de oportunidades e renda.

O termo anjo é utilizado por não ser um investidor exclusivamente financeiro. Ele também apoia o empreendedor, aplicando seus conhecimentos, experiência e rede de relacionamento para alavancar as chances de sucesso.

O investimento anjo em uma empresa é feito, normalmente, por um grupo de dois a cinco investidores para diluição de riscos e compartilhamento da dedicação, sendo definido um ou dois como investidores líderes para cada negócio.

O investimento total por empresa é de, em média, R$ 350 mil, podendo chegar a R$ 1 milhão.

Anjos do Brasil

Conversamos com Maria Rita Spina Bueno, diretora-executiva da Anjos do Brasil, uma organização sem fins lucrativos com objetivo de fomentar o crescimento do investimento anjo no empreendedorismo brasileiro.

“Muita gente ainda não entende o que é e como funciona o investimento anjo. As startups precisam dessa iniciativa, que chamamos de dinheiro inteligente, que vem de um investidor que já tem experiência e quer ajudar com a rede de relacionamento, conhecimento de estratégias ou financeiro”, disse.

Segundo Rita, o investidor anjo precisa ter em mente que todo investimento envolve risco. “Em cerca de dez startups investidas, ele acaba perdendo o investimento em cinco. Duas ou três dão resultados medianos e uma ou duas acabam pagando todo o portfólio”, contou.

O que sugerimos aos investidores anjo é procurar outras redes de investidores, para adquirir conhecimentos específicos que vão ajudá-lo a entender melhor o mundo das startups.

Uma das linhas de trabalho da Anjos do Brasil é exatamente unir os interesses de investidores e startups, promovendo um encontro de quem precisa de ajuda e quem quer investir.

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